
Amaral, esse mesmo, o antigo "coveiro" que jogou no Benfica e que rapidamente conquistou a empatia do Terceiro Anel, joga agora no Grêmio Barueri, da Série B brasileira e não se orgulha apenas dos vários títulos que conquistou na sua carreira. O médio defensivo também gosta de contar as várias histórias que viveu ao longo desse período. A intenção é transformá-las em livro, "As aventuras de Amaral". Confira em primeira mão algumas das mais divertidas. Acredite ou não é ele mesmo quem as conta...
FORRÓ DO GERSON
O elenco do Palmeiras descansava após uma vitória em Belém (PA). Amaral decidiu que o feito merecia uma comemoração. Obtida a autorização com o treinador, ele liderou o grupo que iria ao "Forró do Gerson", um local muito agitado que chamou a sua atenção na chegada à cidade. De dentro do táxi, Amaral aponta o local, que tinha as portas fechadas e as luzes apagadas. Na fachada, lia-se em uma enorme placa: "forro de gesso".
TROTE DO EDÍLSON
O atacante Edílson, que ta,bém jogou no Benfica, companheiro de Amaral no Palmeiras, telefonou para Amaral dizendo ser funcionário da Embratel. Com o pretexto de que a empresa estava a realizar testes, pediu que o médio soprasse ao telefone. Amaral concordou e bafejou duas vezes. Ele só percebeu que se tratava de um trote quando Edílson passou à etapa seguinte do teste, a lambida no aparelho. "Pô, desse jeito vou estragar meu telefone", respondeu o jogador.
OUTDOOR
O Palmeiras de 1996 ia bem, sempre goleava o adversário e caminhava a passos largos rumo ao título estadual. O técnico Vanderlei Luxemburgo conversava com alguns jogadores sobre sua ideia de colocar em um outdoor a façanha da equipa. Assim que Amaral chegou, o técnico perguntou se ele sabia o significado da palavra outdoor. Amaral respondeu: "Claro que sei. Outdoor significa cachorro-quente (hot-dog)".
TCHAU, AMARAL
Em 2000, Amaral chegava à Fiorentina. Na apresentação, após um discurso do diretor, veio a entrevista colectiva. O repórter começou a sua pergunta com "ciao" – "oi" em italiano. "Peguei minhas coisas, me levantei, dei tchau e fui embora", conta Amaral.
DUREX
Em 1997, quando jogava no Benfica, Amaral estava sozinho no balneário, quando a empregada de limpeza do clube chegou. Como queria colar uma mensagem motivacional em seu armário, Amaral pediu-lhe um "durex". A empregada ficou revoltada e decidiu comunicar à direcção do clube. "Fiquei espantado porque fui educado demais para tanta confusão", diz Amaral. O presidente do clube o avisou que "durex" é uma marca de preservativo em Portugal.
CURVA PERIGOSA
Em 2006, quando defendia o Pogon Szczecin, da Polónia, Amaral cometeu um deslize que lhe rendeu uma expulsão em campo. Após um companheiro brasileiro fazer um cruzamento errado, Amaral pediu para ele colocar curva na bola. "O juiz ouviu e veio para cima para me dar cartão vermelho". Só depois ele descobriu que "curva", em polaco, significa prostituta – o árbitro certamente entendeu aquilo como ofensa.
ALTITUDE
Um dia, Amaral foi até à Bolívia, jogar na altitude. "Eu sempre ouvia durante as palestras para o jogo em La Paz que o técnico Valdir Espinosa advertia sobre a dificuldade de enfrentar a altitude. Diante do grupo, pedi a palavra e me ofereci para anular na marcação este tal de altitude. Todo mundo deu risada da minha cara".
APARTHEID
Em outra ocasião, antes de um jogo em que a selecção brasileira enfrentou a África do Sul, em 1996, Amaral participava de uma entrevista quando um repórter perguntou o que ele achava do apartheid (regime que separava brancos e negros daquele país). "Respondi que era um grande jogador, muito comentado no país e que o jeito era grudar nele para não perder a partida".
Fonte:
Janela de Contraste
Posted at 9/15/2008 4:36:57 pm by Costinha
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